CAS desenvolve plataforma para eólicas 

A CAS Tecnologia, empresa especia­lizada no desenvolvimento de so­luções de engenharia de sistemas, auto­mação e telemetria, anunciou recente­mente o fornecimento de um sistema pa­ra aplicação em estudos de viabilidade para construção de parques eólicos do grupo Energisa.

“O objetivo é proporcionar monitoramento remoto e contínuo das condições climáticas, dos instrumentos em campo e o atendimento aos requisitos das entidades reguladoras correspondentes a este mercado, respectivamente, EPE – Empresa de Pesquisa Energética e O S – Operador Nacional do Sistema Elétrico”, informou Mauri­cio Catelli, diretor da CAS Tecnologia.

Segundo Catelli, a implantação do sistema permitirá à Energisa criar uma base de dados com as informações coletadas em tempo real e via satélite por instrumentos de medição, como barômetro, termômetro e voltímetro. A plataforma também automatiza processos, constrói uma base histórica de dados e fornece análises contínuas e notificações automáticas de anomalias das condições de campo.

“O sistema facilita o acesso aos dados, apresenta notificações remotas e gera relatórios de eventos, como falhas nos equipamentos, alterações climáticas repentina e informações que não atendem aos padrões cadastrados no sistema. Além disso, a tecnologia acelera a detecção de falhas  de funcionamento dos instrumentos de medição e reduz perdas na coleta de dados que afetam diretamente os estudos de implantação.

Os instrumentos de medição coletam da­dos sobre a velocidade e direção do vento, pressão, umidade rela­tiva do ar, temperatura e tensão, e são alocados em uma torre anemométrica e conectados a um registrador de dados (datalogger), que capta e armazena os dados gerados.

Junto ao datalogger é conectado o mó­dulo de comunicação RS2OOO Multi Lite, que transmite os dados recebidos pelo datalogger via sinal satelital ou Ethernet para o software CAS / Hemera Greenpo­wer.

“Com a instalação da tecnologia de comunicação em campo é possível rea­lizar envio frequente e preciso de infor­mações ao sistema. Os dados podem ser provenientes de diferentes tecnologias de dataloggers e protocolos, e são coletados e tratados de forma homogênea pelo soft­ware”, explica Catelli. ”

As informações são organizadas e processadas visando colaborar para que os esforços dos ana­listas sejam concentrados na garantia das informações necessárias para o estudo.”

Outro beneficio deste processo é o aumento da agilidade na solução de eventuais falhas de instrumentos de medição que possam prejudicar a coleta de dados e consequentemente a quali­dade do estudo. A plataforma recebe os dados de campo e envia notificações aos analistas responsáveis pelo estudo, a partir da configuração de critérios de ocorrências, como falhas na bateria de alimentação, na comunicação dos módu­los e nos equipamentos de medição ou implausabilidade dos dados.

“Sem a tec­nologia, o acompanhamento das instala­ções nos parques eólicos seria feito de forma manual, exigindo a visita de um técnico até o local para a realização da coleta dos dados. Desta forma o proces­so ficaria sujeito a perda de dados decor­rente de eventuais falhas nos equipamen­tos de medição.”

A CAS Tecnologia não informou por quanto tempo será feito o monitoramen­to, nem a extensão das áreas monitora­das, mas disse que o sistema permite acompanhar a evolução dos parques eóli­cos desde a fase de prospecção até a ge­ração de energia e já foi utilizado para apoiar a implementação de outros par­ques eólicos no Pais. Atualmente, a plataforma CAS Hemera está sendo utilizada por 16 concessionárias bra­sileiras. A empresa também está tes­tando soluções inteligentes para a ge­ração solar, que pretende lançar até o fi­nal do ano.

A CAS Tecnologia tem mais de 10 anos de mercado, já forneceu soluções para mais de 25 distribuidoras de energia elétrica e água e possui duas unidades de negócio cm São Paulo, SP, com 160 profissionais especializados. Em 2012, o faturamento da empresa foi de RS 48 milhões, 55% superior ao de 2011.

O grupo Energisa atua na distribuição de energia elétrica nas regiões Nordeste e Sudeste e na geração por fontes eólica, hidráulica e biomassa. O grupo objetiva ter em operação até o final de 2017, em construção ou contratado, pelo menos 500 MW de capacidade instalada provenientes de fontes hidráulicas e de outras fontes de energia renováveis.