CPFL tem três projetos em mobilidade elétrica aprovados

Projeto foi selecionado em chamada de P&D da Aneel e vai ser desenvolvido no Interior de SP

Toda a frota operacional da CPFL Paulista em Indaiatuba (SP), município sede da companhia, será substituída por veículos elétricos. A previsão é trocar 25 unidades, entre carros leves, caminhonetes e caminhões. O investimento é de R$ 34 milhões.

Essa e mais duas propostas da distribuidora foram aprovadas pela Aneel, em Projeto de P&D Estratégico. No total, serão investidos R$ 463,8 milhões. A CPFL inscreveu quatro propostas, no valor total de R$ 150 milhões, sendo que apenas uma, que previa R$ 88 milhões, não recebeu aval da agência. “Um dos principais objetivos é buscar aproximar ainda mais o tema da mobilidade dos nossos desafios enquanto distribuidora de energia”, explicou Renato Povia, gerente de Inovação da CPFL Energia, destacando o projeto de eletrificação da frota.

Os outros dois projetos selecionados, segundo o executivo, vão desenvolver, respectivamente, utilização de baterias usadas em pontos da rede da CPFL Paulista (R$ 7,2 milhões) e uma solução para associar painéis solares com eletropostos (R$ 19,7 milhões). Em relação às baterias, observou o executivo, mesmo não tendo mais desempenho para uso em carros elétricos, elas ainda dispõem de vida útil para atuarem como unidades estacionárias, no controle de estabilidade da tensão, por exemplo.

As propostas dão sequência ao projeto Emotive, projeto de P&D encerrado no final do ano passado. Segundo Povia, a empresa está bastante atenta a esse mercado, principalmente a possíveis investimentos em expansão da infraestrutura de recarga.

Inteligência

CAS Tecnologia, especializada em inteligência de medição, também participou, ainda que indiretamente, da chamada de P&D Aneel. Há bastante interesse em desenvolver negócios na área de eletromobilidade, segundo o consultor da empresa, Luiz José Hernandes.

“A recarga de veículos é um serviço que demanda capacidade de rede, principalmente no caso de carregadores rápidos de maior potência, na faixa de 45 kW a 50 kW”, explica o especialista, com
referência aos impactos de um uso mais frequente desses equipamentos nos sistemas das companhias.

Segundo Hernandes, já são comuns no exterior os carregadores ultrarrápidos, com capacidade superior e cujo uso precisa ser monitorado com mais atenção. Será possível, por exemplo, apontar os melhores horários para recarga, seja quando há mais folga rede ou mesmo, em futuro próximo, quando o preço da energia estiver mais atrativo em determinados horários do dia.