As dez empresas que mais cresceram

A campeã no ranking das dez empresas que mais crescem, segundo  o Anuário Informática Hoje 2013, é a Engetec, provedora de serviços de TI, cuja  receita líquida, de USS 31,1 milhões, engordou inacreditáveis 2.334%, em relação a 2011. As razões de tão excep­cional resultado, podem ser muitas.

Mas sem dúvida a causa decisiva para tamanha expansão foi a finali­zação, com sucesso, do superprojeto de transmissão de dados na votação do plebiscito, pelo qual o estado do Pará e o Tribunal Superior Eleitoral consultaram a população sobre o desmembramento do território paraense, para o surgimento dos estados Tapajós e Carajás -proposta, aliás, recusada.

A Engetec entrou nesse processo com a solução de Comunicação Global Satelital, escolhida pelo TSE, e que incluiu o fornecimento de sistemas móveis de trans­missão de voz e dados via satélite -SMSat, compatíveis com a telefonia celular digital utilizada em grande cida­des, além de serviços de suporte e manutenção. A solu­ção se aplica à comunicação de dados e voz em locais sem infraestrutura via linha telefônica convencional.

Graças à tecnologia que incorpora alta inteligência e sofisticação na contagem, em poucas horas contabi­lizaram-se os votos armazenados em 14.249 urnas do estado, além do número de abstenções: 25,71% do eleitorado paraense.
A tecnologia da Engetec, especializada em soluções de computação na novem e datacenter, fábrica de sof­tware e integração de sistemas, também foi utilizada nas eleições de 2012.

Com receita líquida em 2012 de USS 252 milhões. um crescimento de quase 35% em relação ao exercício anterior, a AeC consolidou a posição nas áreas de negó­cios representadas pelos contact centers, consultoria em TI e telecom, gestão em saúde e governo.

Além de figurar na lista das dez que mais cresce­ram, com um aumento da receita líquida da ordem de 34,3%, obtendo US$ 72,4 milhões, a MV Participações aparece também entre as dez empresas mais rentáveis, com um índice de 33, l 4% de rentabilidade sobre as vendas. Paulo Magno, presidente do grupo, atribui o sucesso à persistência da empresa em investir de forma consistente, principalmente na base de clientes: mais de 250 mil usuários das soluções de apoio a processos de gestão nos serviços de saúde, pública e privada.

Com um crescimento de 49,5% em sua receita líqui­da em relação ao exercício de 2011, o que a colocou en­tre as dez que mais cresceram, a Powerlogic, empresa 100% nacional, é fornecedora de soluções Java EE para os mercados corporativo e governamental. Uma das precursoras do movimento Open Source no Brasil, a empresa está presente em todas as regiões do país por meio de uma abrangente rede de canais, todos treina­dos para gerar soluções personalizadas para clientes de diferentes portes e necessidades.

Premiada como destaque do ano do Anuário Infor­mática Hoje no segmento das empresas de serviços de médio porte a Exceda figura também entre as dez que mais cresceram: sua receita líquida aumentou, de 2011 para 2012, em 47,38%. Seu diretor geral, Ricardo Couto, atribui o resultado a um fator, basicamente: a conquis­ta de novos nichos dentro do universo das soluções de computação na nuvem (cloud computing).

Três das quatro principais redes de televisão aberta do Brasil empregam os serviços Exceda na distribuição de mídias para a Internet, usando para isso a CDN (Content Delivery Network), assegurando que, qualquer que seja a audiência, tenham acesso ao conteúdo disponível. E oito dos dez maiores portais de e-commerce do Brasil utilizam os produtos e soluções da Exceda, apostando na capaci­dade da empresa de oferecer benefícios, sem exigir qual­quer tipo de ampliação da infraestrutura já existente. Um deles é a Centauro, especializada na venda eletrônica de roupas, calçados, acessórios e equipamentos esportivos.

A Benner, que, além frequentar a lista das dez em­presas que mais cresceram, é destaque na categoria empresa de software de médio porte, investiu pesado nas soluções de apoio a gestão e colhe os resultados, crescendo mais de 160% em 2012. A receita líquida foi de US$ 46,4 milhões, com uma rentabilidade sobre as vendas superior a 14%. Na composição das receitas, o maior peso ainda é o representado pelas licenças de uso, manutenção e SaaS. Em segundo lugar vêm os pro­jetos em saúde, seguidos de ERP e logística.

O sócio-fundador da empresa, Severino Benner, atribui os resultados à diversificação da linha de pro­dutos e serviços. O que, porém, fez a diferença a foi a adoção do conceito de BPO (Business Process Out­sourcing), com ofertas que exploram os modelos SaaS (Software as a Service) e laaS (Jnfrastructure as a Ser­vice), datacenter e outsourcing.

A CAS Tecnologia, segundo seu presidente, Welson Jacometti, apostou numa tendência clara entre as em­presas que têm tido crescimento expressivo: a espe­cialização, sem perda de flexibilidade no atendimento, caso o cliente exija. A empresa, que obteve um cresci­mento de 27,39% na receita líquida, investe bastante, de acordo com Welson, em tecnologias sustentáveis, como smart grid, smart water e smart gas. E, também, no mercado de infraestrutura crítica de TI, integração de sistemas corporativos, pesquisa e desenvolvimento:

“A CAS é uma empresa que aplica tecnologia, engenha­ria e ciências para desenvolver soluções que resolvem problemas críticos, contribuindo para a eficiência cor­porativa em processos, governança e sustentabilidade”.

O presidente da CAS considera essencial, para o sucesso, sua política de retenção de talentos, que ele chama de gestão do Employee Ownership:

“Hoje, na CAS, qualquer colaborador, após um ano de casa, rece­be ações da empresa. Não se trata de participação acio­nária: ele compra a participação e tem total acesso aos resultados, podendo, portanto, influenciar ativamente na crítica e na melhoria do desempenho”.