Consumidores de baixa tensão podem atrair nova onda de Redes Inteligentes

O empoderamento do consumidor, com novas modalidades de tarifação e microgeração, estão levando distribuidoras a estudar novos projetos, diz CAS Tecnologia.

Fonte: Divulgação – Brasil Energia Online

 

A ampliação da oferta de serviços e modalidades tarifárias mais personalizadas para os consumidores ligados à baixa tensão, como a microgeração distribuída e a tarifa branca, devem liderar uma nova fase de instalação de Medidores Inteligentes no Brasil. Octavio Brasil – Gerente de Marketing da CAS Tecnologia, empresa que desenvolve softwares de comunicação com esses equipamentos para as concessionárias – relata que o crescimento não será repentino, mas constante.

“Há muita coisas acontecendo para os consumidores da baixa tensão, como o serviço de tarifa-branca, disponível para aqueles com consumo acima de 500 kWh/mês. E a partir de 2019 será aberta para 250 kWh/mês e para todos em 2020. As concessionárias estão preparadas para isso”, cita o gerente. Ele admite que a modalidade ainda não decolou, possivelmente por falta de conhecimento dos consumidores. Mas a microgeração distribuída, lembra, tem crescido com altas taxas e constantemente. A modalidade pode ultrapassar os 500 MW de capacidade instalada ainda neste ano.

Esse tipo de opção para o consumidor deve justificar, acredita Brasil, novos projetos e investimentos de distribuidoras em Redes Inteligentes. Ele lembra que em um primeiro momento as distribuidoras se concentraram na instalação de Medidores Inteligentes para grandes consumidores, que representam a maior parte de seu faturamento. Com o cenário atual, entretanto, as empresas já estão planejando novos investimentos voltados para os consumidores menores.

É nesse novo crescimento que a empresa mira, oferecendo soluções para a gestão desses equipamentos e análise dos dados gerados por eles. A CAS Tecnologia desenvolve soluções que conversam com os protocolos de comunicação de todos os medidores homologados pelo INMETRO e ANATEL. Essa tecnologia dá à concessionária a capacidade de gerir e analisar os dados.

Com todas essas possibilidades para os consumidores de baixa tensão – começam a crescer. É preciso de tecnologia que faça a gestão dessas informações, com uma memória e alguma tecnologia de comunicação.

“As distribuidoras já estão em contato com fornecedores e planejando programas e projetos de gestão que usem tecnologias como internet das coisas – IoT. É possível que ofereçam relatórios sobre a qualidade do fornecimento, perfil detalhado, por aparelho por horário, por dia. É um serviço pelo qual a distribuidora poderia cobrar, por exemplo” – diz Brasil.

Além das iniciativas das próprias empresas, motivadas pelo movimento de empoderamento do consumidor, o gerente enxerga em um projeto de lei que tramita no Congresso a possibilidade de ampliação desse mercado. O PLS 356/2017, de autoria do ex-ministro de Minas e Energia – Eduardo Braga, incentiva investimentos em Redes Inteligentes através de programas de P&D e de eficiência energética. Pelo texto, a tecnologia passaria a ser considerada como instrumento de eficiência energética e modernização das instalações de distribuição de energia elétrica.

 

Fonte: Brasil Energia Online – Por Lívia Neves.