Individualização de conta de água cresce 40% na Grande São Paulo 

Prédios têm recorrido a mudança para tentar reduzir o consumo e evitar as sobretaxas impostas pela Sabesp

A procura por individualização de água em condomínios aumentou 40% no comparativo do primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2014. Segundo a Sabesp, neste ano 678 condomínios da Grande SP pas­saram a ter medição individuali­zada. No mesmo período de 2014, 484 passaram pela mudança.

A instalação de hidrômetros permite saber quanto efetivamen­te cada morador gasta. Geralmen­te o rateio a ser pago pela água nos condomínios é feito por quan­tidade de apartamentos.

Segundo Marco Aurélio Teixei­ra, gerente de negócios da CAS Tecnologia, empresa especializa­da em serviços de individualiza­ções, é necessária uma análise da estrutura do prédio para saber quanto cada morador gastará com a individualização.

Ele explica que em alguns ca­sos é necessário fazer um “retro­fit”, que consiste em preservar a estrutura original da edificação acrescentando-lhe materiais e equipamentos mais modernos.

Em média o investimento varia de R$ 600 a R$ 4 mil conforme as adaptações necessárias.

Prédio na zona sul investiu R$ 50 mil para cada um dos 64 apartamentos ter o medidor de consumo geral, prédios com menos de dez anos possuem condições melho­res para receber a individualiza­ção do que aqueles mais antigos.

Economia

Jorge Shimao, síndico do condo­mínio Cielo, localizado no Jardim da Glória (zona sul), contratou o serviço. O custo para individuali­zar os hidrômetros foi de R$ 50 mil nos 64 apartamentos do pré­dio. Ele afirma que a discussão sobre colocar hidrômetros em cada um dos apartamentos surgiu no ano passado, com o agravamento da crise hídrica. “Queríamos dar visibilidade do que cada um esta­va consumindo”, afirma Shimao.

A decisão sobre colocar os hi­drômetros teve de passar por as­sembleia dos moradores. Com o aval, foram feitas as cotações. O síndico afirma que mesmo antes da implantação dos hidrô­metros em cada um dos aparta­mentos o consumo já foi reduzido e o prédio já entrou na primeira faixa de bônus da Sabesp. Curio­samente, a economia de água veio com o anúncio de que poderia ha­ver rodízio. Com a individualiza­ção, a meta é economizar mais.